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14 anos e a volta ao mundo

Laura Dekker of the Netherlands adjusts a flag on her boat Guppy in the harbour of Den Osse August 4, 2010. Dekker, 14, sets sail for Portugal on Wednesday, after winning a year-long battle with child welfare authorities worried over her ambition to become the youngest person to sail the globe solo. Laura will depart from the southwestern Netherlands on her 11.5-metre ketch Guppy, sailing initially with her father to complete final preparations before starting the official solo part of her journey. REUTERS/Michael Kooren (NETHERLANDS - Tags: SPORT YACHTING)
Em 1995 o Holandês Dick Dekker e sua esposa alemã Babs Müller faziam uma viagem de volta ao mundo em um veleiro que já durava três anos, e ainda ficariam mais quatro anos vagando pela imensidão dos oceanos. A difícil rotina diária de ambos mudou completamente no dia 20 de setembro daquele ano quando próximos da Nova Zelândia a filha do casal nasceu. Laura Dekker veio ao mundo dentro de um barco no porto de Whangarei, passou os primeiros anos de sua vida navegando e era impossível imaginar que não tomaria gosto pelo esporte que o seu querido pai mais amava em sua vida. Aos seis anos ela já tinha seu próprio barco e aprendeu a velejar por conta própria. Aos dez anos Laura já viajava sozinha e pensou: Por que não dar a volta ao mundo sozinha?

Seus planos começaram em 2009 e ela teve total apoio de sua família, mas o tribunal holandês não autorizou a viagem e ela teve que esperar. Esperou durante um ano até que a permissão para sua arriscada viagem finalmente fosse concedida pelo governo. A chance de se juntar ao seleto grupo da australiana Jessica Watson, a jovem que completou sua viagem no último dia 15 de maio e se tornou a mais jovem a realizar o feito tendo apenas 16 anos e 362 dias. Superando o britânico Michael Perham que completou o trajeto em torno do globo com 17 anos e 164 dias de idade. Feitos incríveis e históricos que Laura Dekker pode superar, porém um feito que não terá o reconhecimento do Guinness Book e nem do conselho mundial de vela, ambos se defendem dizendo que não querem incentivar outros jovens a fazerem a mesma 'loucura'.

Em junho, no meio do oceano Índico, a jovem norte-americana Abby Sunderland de apenas 16 anos de idade teve que ser resgatada quando fazia a tentativa de dar a volta ao mundo em um veleiro. Bater em algum navio, sofrer com tormentas, furacões ou tempestade e ser vítima de algum ataque pirata são apenas alguns dos perigos ou problemas que qualquer viagem pelos oceanos pode proporcionar. "Eu não tenho medo mesmo" - diz Laura Dekker ao sair da Holanda rumo à Portugal com seu pai à bordo, em Lisboa daqui a quatro semanas ela vai dar início à sua jornada sozinha à bordo do Guppy, nome do seu novo barco 11,5 m de comprimento. Cerca de 100 pessoas apoiaram sua decisão para que a corte de Middelburg desse enfim o seu aval, comprovando que a adolescente cumpriu com todas as exigências que incluíam curso de primeiros socorros e alguns outros requisitos.
Laura Dekker of the Netherlands waves to well wishers as she sails her boat Guppy out of the harbour of Den Osse August 4, 2010. Dekker, 14, sets sail for Portugal on Wednesday, after winning a year-long battle with child welfare authorities worried over her ambition to become the youngest person to sail the globe solo. Laura will depart from the southwestern Netherlands on her 11.5-metre ketch Guppy, sailing initially with her father to complete final preparations before starting the official solo part of her journey. REUTERS/Michael Kooren (NETHERLANDS - Tags: SPORT YACHTING)
O porto de Den Osse fica para trás e a aventura começa. Laura diz que vai sentir falta de sua família e também do seu cachorro Spot. Os livros são alguns dos ítens que carrega na bagagem, os estudos não podem parar, além do grande objetivo de se tornar a mais jovem velejadora dando a volta ao mundo sozinha. Para conseguir esta façanha ela terá que retornar à Holanda antes do dia 20 de setembro de 2012, parece tempo suficiente para quem ainda tem apenas 14 anos mas sua viagem não será sem escalas e deve mesmo durar cerca de dois anos. Algumas das paradas previstas incluem Aruba, Cingapura, Sri Lanka, Egito, Mallorca e Gibraltar. Além de uma equipe de apoio e uma dose de coragem extra que ela adquiriu desde que nasceu, afinal nasceu no mar e se quer mesmo fazer algo tão perigoso como isso não deve mesmo ser impedida, e todos esperam mesmo é que ela consiga. (Fotos: Michael Kooren/Reutrs via PicApp)

O fim do jejum de 15 anos

33rd America's Cup - Race Two
A mais famosa e prestigiada competição de regata do mundo e um dos mais antigos troféus da história, essa é a America´s Cup, disputada desde 1851 e quase sempre dominada pelas embarcações norte-americanas, os duelos travados contra britânicos, canadenses, escoceses e até irlandeses eram sempre vencidos e faziam com que as disputas permanecessem sempre em Newport por um longo e interminável período, mas nos anos 60 a Austrália começou a desafiar os eternos campeões e finalmente conseguiu uma vitória em 1983, abrindo um caminho aproveitado até por seu país vizinho, a Nova Zelândia, a grande campeã de 1995.

Cinco vitórias a zero, uma verdadeira lavada, assim foi o resultado do barco Black Magic sobre o Young America, iniciando um jejum que os norte-americanos nunca poderiam imaginar que iría acontecer após tanto tempo de domínio da competição, em 15 anos e com mais três edições realizadas, as vitórias ficaram mais uma vez com a Nova Zelândia no ano 2000, e duas vezes com o suiço Alinghi, em 2003 e 2007, e que chegava na edição de 2010 como franco favorito, com tudo para ser campeão mais uma vez nas águas de Valência, na Espanha, mas que viu o desafiante BMW-Oracle obter um domínio improvável, e colocar fim a uma sina que já não se podia mais aguentar.

Pareceu fácil mas foi extremamente complicado, o mau tempo na cidade espanhola fez as regatas serem canceladas e adiadas, o trimarã comandado pela tripulação de Larry Ellison, Russell Coutts e James Spithill venceu a primeira regata realizada na sexta-feira, o sábado era aguardado com muito entusiasmo mas quem roubou a cena outra vez foi o tempo instável, que quase colocou tudo a perder no domingo, mas que finalmente melhorou e pôde ver a segunda disputa da melhor de três acontecer, e para o Alinghi o pior de tudo acabou acontecendo, erros nas manobras de largada e punição da organização, lá se vai o sonho do tri, lá vem o fim do jejum.
AMERICA'S CUP IN VALENCIA
Com 2 a 0 no placar o fim da disputa é decretado, o Alinghi não se conforma e cruza a linha de chegada com uma bandeira de protesto, os suiços no entanto acabam se conformando e aceitando a superioridade da enorme e bela embarcação dos americanos, o barco vencedor da maior regata do planeta, para delírio dos estadunidenses que após 15 anos finalmente terão a America´s Cup voltando a ser disputada em suas águas, quem sabe novamente com o BMW-Oracle, de 223 pés, que mostrou toda a sua superioridade tecnológica compostas por suas fibras de carbono e seu baixo peso que o fizeram literalmente voar a mais de 60 Km/h, e quem sabe o fará voar novamente daqui a alguns anos, quando a disputa finalmente voltar a acontecer.
(Fotos: Manuel Queimadelos Alonso/Getty Images e Zuma Press via PicApp)

Novos objetivos

Considerado um dos maiores velejadores do Brasil, Robert Scheidt, resolveu trocar a classe Laser pela classe Star nos últimos anos, categoria que já conquistou um título e onde conseguiu ao lado de Bruno Prada, a vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, um novo objetivo na 4ª Olimpíada de sua carreira.

Scheidt e Prada garantiram a vaga na Seletiva Brasil de Vela com duas provas de antecedência, em uma grande disputa na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, eles chegaram aos 22 pontos perdidos depois de chegarem à frente da dupla Lars Grael e Marcelo Jordão nas duas regatas de ontem, que eram a outra única dupla com chances de vencerem a competição.

"As duas regatas, do começo ao fim, foram tensas. O vento estava muito fraco e o Lars tem excelente velocidade em vento fraco. A gente tentou sempre se manter entre ele e o objetivo, que era a linha de chegada, e conseguimos chegar na frente dele nas duas", explicou Scheidt que ao lado de Prada faturou o Mundial da classe Star em 2007.

Robert Scheidt buscará em Pequim sua terceira medalha de ouro olímpica, tentando se consagrar na nova classe, mas o brasileiro já fez muito sucesso e se tornou um dos melhores do mundo na antiga classe, a Laser, onde faturou duas medalhas de ouro nas Olimpíadas de Atlanta 1996 e Atenas 2004 e uma prata em Sydney 2000, além de 3 ouros em Pan-Americanos e nada menos que 8 títulos mundiais entre 1995 e 2005. (Foto: Divulgação/ZDL)

- SELETIVA BRASIL DE VELA