Mostrando postagens com marcador Golfe. Mostrar todas as postagens

Primeira rodada do The Open surpreende

The Open de golfe
O Royal Birkdale Golf Club, palco desta edição de 2026 do The Open, recebe os melhores golfistas do mundo com toda a sobriedade e o desafio tático que definem um dos torneios mais antigos do esporte. Ao observarmos as imagens do campo, é impossível não notar a coloração característica do gramado: um tom amarelado, longe do verde vibrante dos campos americanos, que confunde os espectadores menos habituados à tradição dos "links". Essa aparência não é fruto de desleixo ou má gestão, mas sim uma marca registrada da identidade do golfe britânico. Diferente dos campos irrigados artificialmente para manter a cor viva, os campos de links são construídos sobre solos arenosos e expostos à brisa constante do mar, o que limita naturalmente a retenção de umidade. Essa grama de crescimento mais lento e textura rústica é proposital, pois exige que o jogador domine não apenas a potência, mas a precisão de um jogo que privilegia o quique da bola e o controle sobre o vento, forçando o atleta a adaptar-se a um terreno que é, por natureza, um sobrevivente às intempéries climáticas.
XX
No encerramento do primeiro dia de disputa, o que se viu foi um verdadeiro teste de paciência, onde até mesmo os nomes mais badalados do ranking global sentiram o peso das condições exigentes do traçado. Enquanto competidores como Lucas Herbert e Jackson Suber assumiram o protagonismo na tabela de classificação, exibindo uma consistência impressionante diante das dificuldades, muitos dos grandes favoritos ao título iniciaram sua jornada de forma errática. A dificuldade em encontrar a medida certa nos greens e a punição severa do rough testaram a resiliência mental desses astros, que agora se veem em uma situação de recuperação imediata para não desperdiçarem suas chances de brigar pelo Claret Jug. Scottie Scheffler com -2 está empatado na 23º posição enquanto Rory McIlroy terminou o dia com +2 e vai precisara de voltas incríveis para se recuperar até domingo.
XX
Mesmo com os favoritos em apuros o cenário para os próximos dias permanece inteiramente aberto, transformando o torneio em um jogo de xadrez psicológico. A grande questão que paira sobre o Royal Birkdale é se veremos uma reação avassaladora dos gigantes, que costumam elevar o nível de jogo após uma estreia fria, ou se este será o ano em que o golfe premiará a disciplina de um "azarão" ou de um nome menos frequente nos holofotes, que soube respeitar a complexidade do percurso sem tentar forçar tacadas impossíveis. Com o vento ditando as regras e o campo mantendo sua postura austera, a única certeza é que o The Open 2026 não entregará o troféu facilmente a ninguém, garantindo uma maratona de precisão que ainda promete muitas reviravoltas até a volta final.

Expectativas para o US Open de golfe

O mundo do golfe volta seus olhos para Southampton, Nova York, neste final de semana de 18 a 21 de junho de 2026, onde o Shinnecock Hills Golf Club recebe a 126ª edição do U.S. Open, o torneio que, por essência, é o teste supremo de resiliência e precisão no esporte. Com uma história que remonta a 1895, o U.S. Open consolidou-se como um dos quatro pilares dos "majors", um evento onde o campo de golfe costuma ser o protagonista, com roughs punitivos, greens firmes e desafiadores que exigem muito mais do que apenas distância do tee.
XX
Ao olhar para o passado, é impossível não lembrar da exibição de domínio absoluto de Tiger Woods em Pebble Beach no ano 2000, quando ele venceu por uma margem surreal de 15 tacadas, estabelecendo um padrão de excelência que ainda hoje parece inalcançável. Aquele triunfo não foi apenas uma vitória, mas uma demonstração de controle mental e técnico que redefiniu o que se esperava de um campeão nacional. Agora, em 2026, o cenário é de alta expectativa, especialmente após uma temporada que já trouxe emoções intensas nos primeiros majors do ano.
XX
A vitória de Rory McIlroy no Masters de Augusta, consolidando seu excelente momento ao conquistar o torneio pela segunda vez consecutiva, coloca um peso extra sobre os ombros do norte-irlandês, que chega a Shinnecock Hills como o homem a ser batido e também alguém que busca provar sua soberania absoluta no golfe mundial. O resultado do Masters, assim como as nuances do PGA Championship com a vitória surpreendente de Aaron Rai, servem como termômetros vitais para o nível de confiança dos competidores; jogadores que alcançaram o topo do pódio nestas competições anteriores chegam com a "bagagem" de quem sabe lidar com a pressão extrema, enquanto aqueles que bateram na trave buscam em Nova York a redenção definitiva.
XX
O campo de Shinnecock Hills, com sua história rica e design exigente, promete ser um árbitro implacável, e as condições climáticas locais, sempre mutáveis devido à proximidade com o Oceano Atlântico, certamente ditarão o ritmo. O que podemos esperar é uma batalha de paciência, onde a estratégia será tão importante quanto a execução das tacadas, e onde o vencedor será aquele capaz de manter a mente fria diante das dificuldades constantes que o traçado de elite impõe, coroando o campeão que melhor conseguir equilibrar a audácia com o conservadorismo necessário em um dos palcos mais emblemáticos do golfe mundial.

Nelly Korda vence com emoção no final

A história do golfe mundial foi reescrita neste domingo com a consagração definitiva da golfista americana e número um do mundo Nelly Korda no torneio US Women’s Open de 2026. Em uma exibição que combinou precisão cirúrgica e resiliência mental, Korda conseguiu levar apara casa o troféu mais cobiçado do esporte, e além disso ela se consolidou entre as maiores lendas da modalidade ao alcançar o quarto major de sua carreira.
XX
Com esta marca, ela se estabeleceu como a golfista americana mais jovem a atingir a marca de quatro conquistas em torneios do Grand Slam desde Mickey Wright em 1960, um feito que reforça a hegemonia que a atleta vem construindo com consistência absoluta. O título deste fim de semana é ainda mais emblemático por torná-la a primeira jogadora dos Estados Unidos, na era moderna, a erguer dois troféus de major na mesma temporada desde Pat Bradley em 1986, um parâmetro de excelência que poucas atletas na história conseguiram sustentar.
XX
O ápice dramático do torneio ocorreu no icônico buraco 18 do último dia, um momento que ficará gravado na memória de todos que acompanharam a competição: sob pressão extrema de salvar o par, a bola de Korda percorreu toda a extensão da borda do buraco antes de finalmente cair, um suspiro de alívio e euforia que resumiu a tensão de uma rodada final decidida por apenas uma tacada de vantagem sobre as segundas colocadas, a inglesa Charley Hull e a mexicana Gaby López. Esse desfecho apertado apenas realça a força mental de Nelly, cujas raízes esportivas vêm de berço. Filha de Petr Korda, ex-tenista de elite e vencedor de Grand Slam, Nelly cresceu em um ambiente onde o alto rendimento e a cultura do esporte de alto nível são pilares centrais.
XX
Integrante de uma das famílias de atletas mais notáveis do mundo, ela demonstra, torneio após torneio, que o DNA de competidor corre em suas veias, aliando o talento natural a uma disciplina de trabalho que impressiona até os veteranos do circuito. Após essa vitória histórica, a expectativa para o restante da temporada atinge um nível sem precedentes; o mundo do golfe agora se pergunta se Nelly Korda poderá estender essa dominância avassaladora nos meses que virão, transformando uma campanha já memorável em um capítulo inalcançável na história do esporte profissional.

Rai vence o campo e o PGA Championship

O segundo Major de golfe do ano entregou um enredo digno de cinema e coroou um campeão histórico, embora completamente improvável. O PGA Championship de 2026, disputado no implacável Aronimink Golf Club — campo na Pensilvânia que só havia sediado o torneio uma única vez na história, em 1962 —, testou os limites dos melhores golfistas do mundo com suas linhas severas e alta dificuldade, gerando uma onda de reclamações nos bastidores sobre as condições extremas e a configuração dos buracos. Em meio ao caos técnico que fez os principais favoritos ficarem pelo caminho, o inglês Aaron Rai resistiu à pressão para erguer a icônica Wanamaker Trophy, quebrando um jejum de mais de um século para atletas de seu país e contrariando todas as probabilidades da semana.
XX
O desenho do torneio deu o tom do desafio logo no início. Diante de um campo que não dava margem para erros, o primeiro e o segundo dia viram um congestionamento insano na liderança, com mais de uma dezena de jogadores empatados no topo da tabela, incapazes de abrir vantagem. Foi apenas no "Moving Day", o tradicional sábado, que o público finalmente viu um líder isolado surgir, mas o verdadeiro drama ficou reservado para a reta final do domingo. Aaron Rai, que entrou desacreditado pelas bolsas de apostas, construiu sua vitória de forma cirúrgica na segunda parte do último dia. Nos nove buracos finais, o inglês demonstrou uma frieza assustadora. O momento definitivo da sua carreira veio no buraco 17, um par 3 extremamente tenso, onde Rai embocou um quase milagroso putt de passados 68 pés de distância para garantir o passarinho (birdie) que sepultou as chances de Jon Rahm e Alex Smalley, carimbando seu cartão final com 65 tacadas (-5 na rodada final) e fechando o campeonato com 9 abaixo do par.
XX
Enquanto Rai celebrava o ápice de sua trajetória, as superestrelas do esporte viveram dias de pura frustração. Rory McIlroy experimentou o sabor amargo dos extremos: abriu o torneio com uma quinta-feira terrível, anotando 74 tacadas, conseguiu se recuperar de forma brilhante no meio da semana com rodadas de 67 e 66, mas voltou a sucumbir no último dia sob a pressão de Aronimink, terminando empatado na sétima posição. Já o número um do mundo, Scottie Scheffler, foi a personificação da agonia nesta edição; o americano passou o torneio inteiro brigando bravamente contra o par do campo desde os primeiros buracos da rodada de abertura, mas nunca conseguiu engatar a marcha necessária para ameaçar o topo, terminando em um modesto e sofrido empate no 14º lugar com duas abaixo do par no total.
XX
Visivelmente emocionado e ainda processando o feito, o novo campeão desabafou após a conquista. "É algo totalmente surreal. Tem sido uma temporada muito frustrante para mim, então estar aqui hoje vai além dos meus sonhos mais selvagens. A chave foi manter a consistência física e mental nas últimas semanas, e eu realmente consegui desfrutar deste campo maravilhoso", declarou Aaron Rai, que agora inscreve seu nome para sempre na galeria dos imortais do golfe mundial.

Vem aí o PGA Championship de 2026

O mundo do golfe volta seus olhos para o prestigiado Aronimink Golf Club, na Pensilvânia, onde a 108ª edição do PGA Championship promete consolidar-se como um dos capítulos mais dramáticos da temporada de 2026. Desde a sua criação em 1916, o torneio evoluiu de um formato de match play para um dos testes de stroke play mais exigentes do planeta, sendo reconhecido por ostentar o "field" mais forte entre todos os Majors. Erguer o imponente Troféu Wanamaker não é apenas uma questão de prestígio financeiro, mas de garantir um lugar definitivo no panteão dos grandes nomes do esporte, ao lado de lendas como Jack Nicklaus e Tiger Woods.
XX
O palco deste ano, o Aronimink, é um clássico desenho de Donald Ross que respira história. Esta será a segunda vez que o clube sedia o PGA Championship, tendo sido o cenário da vitória histórica de Gary Player em 1962. Conhecido por seus bunkers profundos e greens ondulados que exigem precisão absoluta, o percurso passou por restaurações recentes para recuperar as características originais de Ross, tornando-se uma fera ainda mais imprevisível. Em competições passadas, como o BMW Championship de 2018 e o Women's PGA de 2020, o campo mostrou que pune severamente quem não respeita suas linhas de jogo, recompensando apenas os golfistas que combinam potência no tee com um toque cirúrgico no jogo curto.
XX
O grande centro das atenções, inevitavelmente, recai sobre Rory McIlroy. Após ter conqustado pela segunda vez a histórica "Jaqueta Verde" em Augusta há poucas semanas, aumentando seus Majors na carreira, o norte-irlandês chega ao PGA Championship com a chance rara de vencer os dois primeiros Majors do ano. No entanto, sua preparação enfrentou um obstáculo bizarro e doloroso: uma lesão persistente na unha do pé, sofrida durante uma sessão intensiva de treinos de impacto. Embora pareça um detalhe menor para leigos, no golfe, qualquer desconforto na base de apoio pode comprometer a transferência de peso e o equilíbrio no swing. A grande dúvida nos bastidores é se Rory conseguirá manter a estabilidade necessária para domar os greens firmes de Aronimink ou se a dor limitará sua agressividade característica.
XX
Apesar do favoritismo de McIlroy, a lista de candidatos ao título é encabeçada por nomes de peso que buscam impedir sua hegemonia. Scottie Scheffler, com sua consistência quase robótica, é visto por muitos analistas como o homem a ser batido caso o vento aumente na Pensilvânia. Jon Rahm e Bryson DeChambeau também surgem como forças dominantes, especialmente em um campo longo que favorece os batedores potentes. Entre as apostas de nomes que podem se destacar e surpreender os veteranos, Ludvig Åberg continua sua ascensão meteórica, enquanto Viktor Hovland parece ter ajustado seu jogo de aproximação para finalmente abraçar um Major.
XX
Com a combinação de um campo historicamente punitivo, o drama físico de seu principal protagonista e a elite do golfe mundial em busca de redenção, o PGA Championship de 2026 tem todos os ingredientes para ser uma batalha de desgaste. Se McIlroy superar sua lesão e o peso psicológico de sua vitória em Augusta, poderemos testemunhar um feito histórico. Caso contrário, Aronimink está pronto para coroar um novo rei entre os seus bunkers de areia branca e fairways estreitos, mantendo viva a tradição de que, neste torneio, apenas os mais resilientes sobrevivem.

Apenas o terceiro bicampeão da história

O silêncio que paira sobre o Augusta National Golf Club não é um silêncio comum; é o peso de décadas de glória e o eco de corações partidos que residem entre os pinheiros da Geórgia. No Masters de 2026, esse silêncio foi estilhaçado por uma narrativa que desafiou a lógica e testou a sanidade dos apaixonados pelo golfe. Rory McIlroy, o homem que por tanto tempo carregou o fardo da expectativa, entrou no torneio para vencer e também para selar sua imortalidade. Nos dois primeiros dias, o que se viu foi uma exibição de perfeição técnica que beirou o surreal, com Rory quebrando recordes de pontuação e parecendo flutuar sobre os fairways impecáveis. No entanto, o Masters nunca entrega a Jaqueta Verde sem exigir um tributo de sangue e nervos. O "Moving Saturday" transformou-se em um pesadelo vivo para o norte-irlandês; os putts que antes caiam com naturalidade começaram a contornar o buraco, e McIlroy viu sua vantagem colossal evaporar, terminando o dia com uma acima do par e permitindo que os fantasmas do passado voltassem a sussurrar em seus ouvidos.

Enquanto McIlroy lutava contra si mesmo, o campo via o despertar de gigantes que se recusavam a aceitar o papel de coadjuvantes. Justin Rose, o veterano de elegância inabalável, protagonizou uma arrancada que parecia saída de um roteiro de cinema, acumulando birdies com uma precisão cirúrgica e colocando-se em posição real de forçar um playoff ou até mesmo roubar a liderança nos buracos finais. Mas a ameaça mais silenciosa e letal vinha de Scottie Scheffler. Em uma demonstração de controle mental e técnico sem precedentes na história do clube, Scheffler tornou-se o primeiro jogador a completar os dois últimos dias do Masters sem cometer um único bogey. Foi uma aula de sobrevivência e eficiência; enquanto o mundo ao seu redor desmoronava sob a pressão, Scottie permanecia gélido, uma máquina de salvar pares que forçou McIlroy a não cometer mais erros se quisesse manter o sonho vivo.

O domingo final não foi uma celebração, foi uma guerra de atrito. McIlroy entrou no buraco 18 com a vantagem de duas tacadas, mas sentindo o bafo quente da história em seu pescoço. O drama atingiu seu ápice quando seu drive, desviado por um vento traiçoeiro, desapareceu entre as densas árvores à direita do fairway. O público, em um frenesi contido, cercou o campeão. Com a voz firme, mas o olhar carregado de tensão, Rory teve que pedir pessoalmente que a multidão se afastasse, buscando um ângulo impossível entre os troncos. O golpe de saída da floresta foi um milagre de necessidade, mas a bola acabou encontrando a areia branca da banca. O mundo prendeu a respiração. Dali, ele executou uma saída de mestre para salvar o bogey — um tropeço que, naquele contexto, teve o sabor da mais doce vitória. Ao final, o placar foi o suficiente para que ele se tornasse apenas o quarto homem na história a defender o título com sucesso e vencer dois anos seguidos, juntando-se aos panteões de Jack Nicklaus, Nick Faldo e Tiger Woods.

Com lágrimas nos olhos e a voz embargada enquanto sentia o peso da Jaqueta Verde novamente sobre seus ombros, McIlroy declarou que aquela foi, sem dúvida, a semana mais longa de sua vida. "Houve momentos no sábado em que achei que o golfe estava me dizendo que não era para ser, mas este lugar ensina que a vitória não é sobre perfeição, é sobre o que você faz quando a perfeição te abandona", afirmou o campeão. A conquista de 2026 não foi apenas sobre o troféu ou o recorde de Scheffler, mas sobre a redenção final de um ídolo que sobreviveu às árvores e à areia do 18 para provar que, no solo sagrado de Augusta, o coração de um campeão é a única coisa que não pode ser quebrada. Pela segunda vez consecutiva, o mundo do golfe se curvou ao norte-irlandês, que agora caminha onde poucos ousaram sonhar.

A primeira rodada do Masters de Augusta

O ar denso e carregado de expectativa que sempre envolve o Augusta National Golf Club pareceu ainda mais vibrante nesta quinta-feira, na abertura do Masters de Ausguta de 2026. Em um campo que não perdoa a hesitação, a primeira rodada entregou o drama clássico que solidifica este torneio como o ápice do golfe mundial. No centro das atenções, Rory McIlroy iniciou sua tentativa de repetir o títulos do ano passado com uma autoridade que há muito não se via em seus primeiros 18 buracos na Georgia. Com um cartão de 67 tacadas (-5), o norte-irlandês mostrou uma agressividade controlada, punindo os par 5 com a precisão de quem finalmente parece ter feito as pazes com a pressão psicológica que o perseguia desde 2011. McIlroy jogou muito bem e liderou com a confiança de quem sabe que o tempo é seu adversário mais implacável.

Dividindo o topo da tabela está a grande surpresa do dia, Sam Burns. Embora Burns não seja um desconhecido no circuito, sua performance de -5 foi uma aula de resiliência e jogo curto, superando as expectativas dos analistas que focavam suas apostas em nomes mais badalados. Enquanto Burns brilhava, o mundo do golfe assistia atônito ao que parecia ser uma volta protocolar de Scottie Scheffler transformar-se em frustração. O número um do mundo caminhava para alcançar a liderança compartilhada, mas um colapso catastrófico nos dois últimos buracos — onde a precisão de seus ferros o abandonou — o empurrou para um cartão de 70 tacadas (-2). Para Scheffler, o dano foi mais mental do que matemático, pois terminar o dia com um gosto amargo após se manter firme por 16 buracos é um teste de fogo para sua capacidade de recuperação.

Observando tudo isso de perto, Xander Schauffele surge como a sombra perigosa no retrovisor dos líderes. Com uma volta sólida e silenciosa, Schauffele terminou o dia com -2, demonstrando aquela paciência metódica que o torna um candidato ideal para surpreender no final de semana. Enquanto ele sobe degrau por degrau, outros "gigantes" parecem ter ficado presos no elevador. Veteranos e ex-campeões de Majors como Jon Rahm (+6) e Bryson DeChambeau (+4) tiveram um dia para esquecer, sucumbindo às armadilhas dos greens rápidos e ventos traiçoeiros de Augusta, ficando perigosamente próximos de um corte precoce.

A maior decepção do dia, no entanto, foi o abismo entre o marketing e a realidade no caso de Robert MacIntyre. O escocês chegou ao torneio cercado por um hype desproporcional, apontado por muitos como a grande esperança europeia para desafiar McIlroy. O resultado foi, para dizer o mínimo, pífio: um doloroso +8 (80). Sua incapacidade de ler as linhas de Augusta o deixou atrás até mesmo do veteraníssimo Fred Couples, que aos 66 anos de idade conseguiu entregar um +6 (78), provando que o conhecimento do campo e o carisma de um campeão ainda valem mais do que qualquer expectativa inflada pela mídia.

Para os próximos dias, o Masters de 2026 desenha um cenário de alta voltagem. A grande questão é se McIlroy conseguirá manter a compostura e o ritmo para continuar vestindo o casaco verde ou se a instabilidade que o assombrou no passado dará espaço para nomes como Burns ou o resiliente Schauffele. O colapso de Scheffler pode ter sido apenas um soluço ou o início de uma vulnerabilidade rara. Em Augusta, a glória é eterna, mas como vimos nesta quinta-feira, o caminho até ela é pavimentado por nervos de aço e a dura realidade de que, no golfe, o favoritismo é apenas uma palavra até que a última bola caia no buraco 18 no próximo domingo.

Masters de Augusta 2026 está chegando

O Masters de Augusta não é apenas o primeiro Major da temporada; é o momento em que o mundo do esporte parece prender a respiração para observar o contraste perfeito entre o verde vibrante das gramas da Geórgia e o rosa das azaleias em flor. Enquanto nos aproximamos de mais uma edição no icônico Augusta National Golf Club, a expectativa flutua entre a reverência à tradição e a eletricidade de uma nova era no golfe. Este torneio, fundado pelo lendário Bobby Jones, carrega um misticismo que nenhum outro dos quatro grandes consegue replicar, talvez por ser o único disputado no mesmo percurso todos os anos ou pelo simbolismo quase sagrado da Jaqueta Verde. É a "Catedral do Golfe", onde a história não é apenas lembrada, mas sentida em cada ondulação dos greens diabólicos e no silêncio ensurdecedor que precede um putt no Amen Corner.

Neste ano, os holofotes se dividem entre o domínio técnico e as narrativas de redenção. Scottie Scheffler, o número um do mundo, entra como o homem a ser batido, trazendo consigo uma consistência que beira o robótico, agora equilibrada pela nova fase como pai de segunda viagem. No entanto, o enredo mais fascinante pertence a Rory McIlroy; após finalmente completar o Grand Slam da carreira com sua vitória emocionante no ano passado, o norte-irlandês retorna não mais com o peso do mundo nas costas, mas com a aura de um campeão que domou seus demônios em Augusta. Ao lado deles, nomes como Jon Rahm e a ascensão meteórica de Ludvig Åberg mostram que o topo do ranking nunca esteve tão bem servido de talento.

Muitos se perguntam se a ausência ou o declínio físico de figuras que moldaram as últimas décadas, como Tiger Woods e Phil Mickelson, retira o brilho da competição. A verdade é que, embora o fator nostalgia ainda mova multidões, o golfe atravessa uma transição geracional robusta. A falta de Tiger em sua plenitude física é sentida como uma nota de rodapé melancólica, mas o vácuo de poder foi rapidamente preenchido por atletas que combinam uma potência atlética sem precedentes com um preparo mental de elite. O torneio sobrevive e floresce porque sua estrela principal sempre foi o próprio campo, um adversário implacável que não se importa com o currículo de quem o pisa.

Essa aura de perfeição do clube, no entanto, por muito tempo escondeu uma face rígida e excludente. A polêmica histórica de Augusta National, que resistiu durante décadas a aceitar mulheres como sócias — algo que só mudou em 2012 —, ainda é uma mancha discutida nos círculos sociais do esporte. Mas o clube parece estar empenhado em escrever novos capítulos. Na semana passada, o Augusta National Women’s Amateur mostrou que o talento feminino não apenas pertence àquele gramado, mas o domina. A vitória espetacular de María José Marín, com um recorde de 14 abaixo do par, foi um lembrete vívido de que a excelência não escolhe gênero. Ver uma jovem colombiana erguer o troféu onde antes mulheres sequer podiam entrar como convidadas é o tipo de progresso que, embora tardio, revigora o espírito do golfe e prepara o terreno para uma semana de Masters que promete ser, acima de tudo, inesquecível.

O colapso sem fim de Tiger Woods

Tiger Woods não é mais um golfista; é um estudo de caso sobre a fragilidade da imortalidade esportiva e a decadência de um mito que se recusou a aceitar o próprio crepúsculo. O mais recente episódio de detenção por dirigir sob o efeito de substâncias não é um ponto fora da curva, mas o capítulo final previsível de um roteiro de autodestruição que o mundo se nega a ler por pura nostalgia. Ver o homem que outrora caminhava pelos gramados com a aura de um semideus agora estampado em fotos de delegacia, com o olhar perdido e a dignidade estilhaçada, é o preço que se paga por transformar um atleta em um monumento inabalável.

O colapso começou muito antes deste último acidente, naquela noite de Ação de Graças em 2009, quando a fachada de "bom pai de família" ruiu sob o peso de traições em série e escândalos sexuais que revelaram um homem vazio por trás do swing perfeito. O divórcio não foi apenas uma separação conjugal, foi a separação de Tiger com a própria excelência. O que se viu depois foi o rastro de um naufrágio: cirurgias nas costas que pareciam mais desculpas para uma mente que já não suportava a pressão e uma sucessão de retornos "vitoriosos" que nunca passaram de espasmos de um talento moribundo.

O título no Masters de 2019, vendido pela mídia como a maior redenção da história, foi, na verdade, o último suspiro de um fantasma; um Major solitário em meio a décadas de irrelevância competitiva. Enquanto Jack Nicklaus construiu sua lenda sobre a base da estabilidade e do respeito ao jogo, Woods escolheu o caminho do excesso e da imprudência. É trágico pensar que, em um esporte onde a longevidade permite que veteranos de 50 anos ainda desafiem os jovens, Tiger tenha preferido trocar os tacos pelas pílulas, pelo álcool e pela adrenalina autodestrutiva de um carro em alta velocidade.

Ele não perdeu o recorde de 18 Majors de Nicklaus por falta de técnica, mas por falta de caráter e disciplina fora das cordas. Hoje, ele não corre mais contra a história, ele foge de si mesmo, e cada nova manchete policial é um prego no caixão de um legado que poderia ter sido o maior de todos os tempos, mas que terminou como uma nota de rodapé sobre como o sucesso absoluto pode ser o veneno mais letal para quem não sabe o significado da palavra limite. Tiger Woods não nos deve mais nada como atleta, mas o esporte deve a si mesmo parar de venerar um homem que, repetidamente, escolhe a sarjeta em vez do pódio.

O Adeus ao golfista Fuzzy Zoeller

Um adeus ao carisma e à controvérsia: Fuzzy Zoeller, a lenda do golfe que não fugia aos holofotes, faleceu no último dia 27 de novembro de 2025, aos 74 anos. Frank Urban Zoeller Jr., mais conhecido como Fuzzy Zoeller, nasceu em New Albany, Indiana, em 11 de novembro de 1951, e deixou sua marca no golfe, tanto por seu talento e carisma contagiantes quanto por um momento de grande controvérsia que o perseguiu até o fim. A notícia de seu falecimento foi confirmada por um colega de longa data, mas a causa da morte não foi imediatamente divulgada pela família, mantendo-se, por enquanto, como uma incógnita para o público e a mídia esportiva.

A repercussão da perda foi imediata e sentida em todo o circuito do golfe. O comissário do PGA Tour, Jay Monahan, prestou homenagem a Zoeller, descrevendo-o como "um verdadeiro original cujo talento e carisma marcaram o mundo do golfe". A personalidade extrovertida de Zoeller, seu jogo rápido e seu senso de humor o tornaram um dos favoritos das galerias, sempre pronto a interagir com o público e trazer leveza à competição. Recebeu o prestigiado Prêmio Bob Jones da USGA em 1985 por sua distinta esportividade, um reflexo do apreço que a comunidade do golfe tinha por sua abordagem descontraída e apaixonada.

A carreira e as conquistas de Zoeller são notáveis, totalizando 10 vitórias no PGA Tour. O auge veio com suas duas vitórias em torneios Majors. Em 1979, ele conquistou o Masters, tornando-se o último jogador, até hoje, a vencer o torneio em sua estreia, triunfando em um emocionante playoff de três jogadores contra Ed Sneed e Tom Watson. Sua segunda grande vitória foi no U.S. Open de 1984 em Winged Foot, onde derrotou o australiano Greg Norman em um playoff de 18 buracos. O momento é lembrado por Zoeller acenando com uma toalha branca em sinal de rendição prematura, um erro que o levou ao desempate e, consequentemente, à vitória.

Contudo, a trajetória vitoriosa de Zoeller foi permanentemente manchada por um infeliz incidente em 1997. Após a vitória histórica de Tiger Woods no Masters, Zoeller, então com 45 anos, fez comentários considerados racialmente insensíveis em uma entrevista à CNN, sugerindo que Woods, o campeão, não servisse "frango frito" ou "couve" no jantar dos campeões do ano seguinte. O episódio resultou em uma perda significativa de patrocínios e uma enxurrada de críticas, marcando o que ele próprio chamou de "o pior que aconteceu em toda a minha vida". Não houve um Processo por difamação formal por parte de Tiger Woods, mas o dano à reputação de Zoeller foi imenso e duradouro. Ele se desculpou publicamente e repetidamente, afirmando que seus comentários foram uma tentativa fracassada de fazer piada e que não refletiam seu caráter.

Fuzzy Zoeller representou para o esporte uma era de golfistas com personalidade forte e acessível, que se conectavam com o público de maneira única. Seu legado é, no entanto, complexo: o campeão Major, adorado pelos fãs, é inseparável do homem cujas palavras lhe trouxeram a maior dor. Sua morte encerra um capítulo de contrastes no golfe, lembrando a todos que, no esporte e na vida, as palavras podem ecoar muito mais alto e por mais tempo do que a glória de uma tacada perfeita.

Scottie Scheffler quer ser um dos maiores

Com um feito digno dos maiores nomes do golfe, Scottie Scheffler, o incomparável número um do mundo, consagrou-se campeão do The Open Championship de 2025, realizado no prestigiado Royal Portrush pela terceira vez na história. Sua performance, um verdadeiro espetáculo de maestria e consistência, culminou em uma vitória significativa, com um placar final de 17 abaixo do par, garantindo uma vantagem de quatro tacadas sobre os demais competidores após uma rodada final impecável de 68 tacadas. Este triunfo não apenas solidifica sua posição no topo, mas também o eleva a um patamar de lenda viva do esporte.

A dimensão histórica de sua conquista é inegável e profundamente inspiradora. Aos 29 anos, Scheffler inscreveu seu nome ao lado de Tiger Woods como o único jogador a vencer o Open Championship ostentando o título de número um do mundo, um testamento de sua supremacia incontestável. Mais notavelmente, ele se junta a um seleto panteão de ícones do golfe – Gary Player, Jack Nicklaus e o próprio Tiger Woods – como um dos poucos a erguer os troféus do Open, do Masters e do PGA Championship antes de completar a terceira década de vida. Tais marcos atestam não só seu talento inato, mas também a incansável busca pela excelência que o impulsiona.

Embora o campeonato tenha distribuído um total de 17 milhões de dólares em prêmios, com Scheffler levando para casa uma parcela considerável de 3 milhões, a verdadeira riqueza de sua vitória reside na evolução de seu jogo. Análises de especialistas, como Patrick McDonald da CBS Sports, ressaltam que a chave para seu sucesso reside na notável primazia que alcançou no green, transformando o que antes era um ponto a ser aprimorado em uma arma formidável. Essa metamorfose técnica não só o conduziu à sua primeira vitória em um Major fora dos EUA, mas também pavimentou o caminho para a glória em Northern Ireland.

A vitória avassaladora em The Open Championship é mais do que um título; é a afirmação de uma era dominada por um atleta singular. Scottie Scheffler, com sua recente e impressionante sequência de triunfos, agora se aproxima de maneira extraordinária do grand slam na carreira, um feito reservado apenas aos verdadeiros titãs do golfe. Seu legado está sendo construído a cada tacada, a cada vitória, inspirando gerações e redefinindo os limites do possível no golfe mundial.

The Open de golfe se une à tecnologia

A tão esperada chegada da 153ª edição do The Open em Royal Portrush é marcada por uma inovação revolucionária que promete elevar a experiência de transmissão a patamares nunca antes vistos. A introdução da aclamada tecnologia Spidercam, utilizada em grandes espetáculos esportivos globais como futebol e Ruby, representa um avanço monumental para o golfe. A expectativa é imensa, pois essa câmera suspensa por cabos oferecerá uma perspectiva aérea sem precedentes, capturando a essência e os desafios do 18º buraco com uma imersão surpreendente. Os espectadores ao redor do mundo serão transportados diretamente para o coração da ação, testemunhando cada lance e cada detalhe do campo de uma maneira que apenas a Spidercam pode proporcionar.

A colaboração entre a R&A, a European Tour Productions e a IMG para trazer esta tecnologia de ponta para o The Open é um testemunho do compromisso em inovar e aprimorar a conexão com o público. O entusiasmo é palpável, pois a Spidercam não é apenas mais uma ferramenta de transmissão, mas um marco na história do golfe televisionado. Ela permitirá que os fãs apreciem as nuances topográficas do green, as ondulações sutis e até mesmo a trajetória dos tacadas curtas com uma clareza e um dinamismo inimagináveis até então. A espera pela visão única que essa câmera proporcionará está no centro das atenções, prometendo momentos de pura exaltação a cada tacada crucial.

Esta novidade se junta a um arsenal tecnológico já impressionante, que inclui câmeras em aviões, drones, câmeras nos bunkers e o sistema Toptracer, todos trabalhando em conjunto para oferecer a cobertura mais completa e abrangente possível. O The Open, por si só um evento de grande prestígio, agora se destaca também por sua audácia tecnológica. A grandiosidade da competição é complementada pela excelência da transmissão, criando uma simbiose perfeita entre esporte e inovação. A expectativa é que essa experiência visual enriquecida crie uma nova referência para o golfe, inspirando tanto os jogadores quanto os entusiastas.

Além da transmissão principal, a expansão da presença digital do The Open amplifica o alcance e o envolvimento dos fãs, oferecendo conteúdo suplementar que sacia a sede por mais. Com grupos de destaque dedicados, um canal exclusivo para o Par-3 e uma transmissão dos bastidores, o campeonato se torna mais acessível e interativo do que nunca. O aplicativo oficial e a Rádio do The Open completam a experiência, garantindo que os torcedores possam seguir cada momento, de qualquer lugar. É com um sentimento de triunfo e progresso que o golfe celebra esta nova era de cobertura, onde a tecnologia e a paixão pelo esporte se unem para criar uma celebração inesquecível.

Muitas surpresas para um domingo

E então o tal do J.J. Spaun, do nada, resolveu aparecer e levar o US Open pra casa. Pra ser sincero, parece que o cara jogou o golfe da vida dele no buraco final, mandando uma tacada de 64 pés e 5 polegadas para um birdie. E no final de uma disputa acirrada ele foi o único a terminar abaixo do par! Esse feito, de fazer birdie-birdie para vencer o US Open, o coloca num pedestal ao lado de lendas como Ben Hogan e Jack Nicklaus. Mas a gente se pergunta: onde estava esse cara antes? É um daqueles momentos em que o azarão brilha, mas a que custo para a previsibilidade do esporte? Será que o golfe está ficando tão chato que precisa de um final de conto de fadas para nos manter acordados?

A vitória de Spaun, com seu final emocionante, talvez mascare uma verdade inconveniente: o golfe profissional, apesar de todo o glamour, muitas vezes se arrasta em tédio até o último momento. Essa "virada épica" no 72º buraco, por mais impressionante que seja, serve quase como um truque de mágica para desviar a atenção da dinâmica muitas vezes lenta do esporte. Spaun, o herói da vez, garantiu sua fatia da glória, mas fica a questão: ele é um novo ícone ou apenas o cara certo no lugar certo no dia certo, em um esporte que precisa urgentemente de mais emoção genuína, e não só nas últimas tacadas?

E como se o drama no golfe não fosse suficiente, o Boston Red Sox nos presenteou com outra daquelas decisões que fazem a gente coçar a cabeça. Rafael Devers, um dos nomes mais quentes do time, foi mandado para o San Francisco Giants! A desculpa? Uma tal "tensão crescente" porque o Devers não queria mudar de posição. Vamos lá, Red Sox, sério? Trocar um talento desse calibre por causa de um capricho de posição, ou seria por pura incompetência na negociação? Jordan Hicks, Kyle Harrison, James Tibbs e Jose Bello podem ser talentosos, mas eles realmente compensam a saída de um jogador com o impacto do Devers? É o tipo de movimento que te faz questionar a visão da gerência do time.

Essa troca do Devers, para muitos, cheira a uma gestão que prefere culpar o jogador a assumir a responsabilidade por um relacionamento azedo. Enquanto o golfe festeja um azarão, o beisebol nos mostra o lado frio e calculista do esporte, onde a lealdade muitas vezes se curva diante de intrigas nos bastidores. Devers, agora no Giants, é mais um peão movido em um tabuleiro onde o dinheiro e a política interna muitas vezes superam o talento puro e a paixão dos fãs. No fim das contas, seja no green ou no beisebol, o esporte de alto nível segue seu roteiro, mas nem sempre com a lógica que esperamos ou torcemos.

E o campo de Oakmont não perdoa

O primeiro dia do US Open de golfe em Oakmont foi uma montanha-russa de emoções, e isso não é um exagero. Enquanto todos esperavam que os tubarões desse peculiar esporte dominassem, quem brilhou foi um nome menos conhecido: J.J. Spaun! O cara simplesmente fez 4 abaixo do par, sem um único bogey, jogando o golfe que a gente sonha em ter no videogame, mas que raramente vê na vida real quando a disputa acontece nesse campo infernal. Enquanto um a um ia tropeçando nas "moitas" de Oakmont, Spaun, com uma calma que beirava a insolência, mostrava como se faz, calando a boca de quem duvidava. É o tipo de história que a gente adora, com o azarão virando o jogo!

Mas nem tudo foram flores. A realidade bateu forte para os figurões. Onde estava o Scottie Scheffler, o número 1 do mundo, que vinha ganhando tudo e mais um pouco? Ele foi lá e meteu seis bogeys, um show de horrores que a gente não está acostumado a ver nesse grande jogador. Parecia que o Oakmont pegou ele de surpresa, provando que até os melhores são humanos, e que as vezes a pressão e um campo desses te deixam "menos afiado", como ele mesmo disse. E o Rory McIlroy, então? Depois daquela vitória no Masters, a gente esperava um McIlroy flamejante, mas ele simplesmente se escondeu, não falou com a mídia e terminou a volta com 74 tacadas para digerir. Pelo visto, a grama de Oakmont não perdoa nem os grandes nomes do golfe.

Teve até uns momentos de puro surto que mostram como esse esporte pode ser cruel e imprevisível. Patrick Reed foi de herói a vilão em questão de minutos: fez um eagle espetacular, daqueles de cair o queixo, e logo depois, pum, um triplo bogey! Fala sério, parece roteiro de filme de comédia. E o Shane Lowry? Fez o primeiro eagle no par-4 do terceiro buraco, mas terminou com um 79. É a prova viva de que o campo Oakmont não está pra brincadeira e que a esperança pode se esvair em um instante, mostrando que uma tacada genial não garante nada.

No fim das contas, com apenas dez jogadores conseguindo fechar abaixo do par, Oakmont se reafirmou como um campo implacável, uma verdadeira máquina de triturar expectativas e talentos. Enquanto J.J. Spaun surpreendeu a todos com sua maestria nos putts, a maioria dos "personagens principais" da história do golfe teve que engolir a seco a dura realidade desse US Open. Brooks Koepka até que se salvou, mostrando um vislumbre do seu velho eu, mas a mensagem é clara: em Oakmont, a humildade e a paciência valem mais do que qualquer ranking. E a gente, do sofá, se diverte (ou se choca) com cada reviravolta. Será que as coisas vão continuar assim até domingo?

Vem aí o PGA Championship de golfe

Neste final de semana, entre 15 e 18 de maio, será realizado mais uma edião do PGA Championship, um dos quatro torneios Major´s de golfe de cada ano. Vejamos então um pouco da rica história desta competição gigantesca para o esporte mundial.

Os Primórdios e a Era do Match Play (1916-1957): Uma Gênese Competitiva

A história do PGA Championship remonta a 1916, um período em que o golfe profissional nos Estados Unidos ainda engatinhava em termos de organização e reconhecimento. Foi Rodman Wanamaker, um visionário magnata das lojas de departamento de Nova York, quem idealizou um torneio para impulsionar o profissionalismo no golfe americano. A primeira edição aconteceu no Siwanoy Country Club, em Bronxville, Nova York. Jim Barnes, um inglês talentoso radicado nos EUA, gravou seu nome na história como o primeiro campeão, levando para casa US$ 500 e uma medalha de ouro cravejada de diamantes – um símbolo da ambição e do prestígio que Wanamaker almejava para o evento.

Durante as primeiras quatro décadas, o PGA Championship adotou o formato de match play, um duelo mano a mano que testava a garra e a consistência dos jogadores de maneira implacável. Imaginem os confrontos épicos, os nervos à flor da pele em cada buraco, onde um deslize poderia significar a eliminação. Nomes como Walter Hagen, com seus cinco títulos dominadores na década de 1920, personificaram essa era. Hagen, com seu carisma e talento inegável, não apenas acumulou troféus Wanamaker, mas também ajudou a popularizar o esporte e a elevar o status dos golfistas profissionais.

Outros campeões notáveis dessa época incluem Gene Sarazen, outro pentacampeão cuja longevidade e habilidade o consagraram, e Sam Snead, com seus três triunfos e um swing elegante que encantava os espectadores. A era do match play era uma batalha de resistência, com os finalistas frequentemente jogando mais de 200 buracos em uma única semana – um verdadeiro teste físico e mental.

A Transição para o Stroke Play (1958): Uma Nova Era de Precisão

O ano de 1958 marcou uma inflexão crucial na história do PGA Championship. A pressão das emissoras de televisão, que preferiam um grande grupo de contendores conhecidos no último dia de competição, levou a PGA of America a adotar o formato de stroke play, o sistema de pontuação por tacadas que conhecemos hoje. Essa mudança democratizou a competição, permitindo que mais jogadores tivessem chances de vitória ao longo de 72 buracos.

Dow Finsterwald foi o primeiro campeão na nova era do stroke play, no Llanerch Country Club, na Pensilvânia. A partir daí, o torneio começou a se moldar como o conhecemos hoje, com quatro rodadas de 18 buracos testando a precisão, a estratégia e a compostura dos melhores golfistas do mundo.

Décadas de Ouro e Momentos Inesquecíveis (1960-2000): Lendas em Ascensão

As décadas seguintes foram repletas de momentos mágicos e a ascensão de lendas do golfe. Jack Nicklaus, com suas cinco vitórias no PGA Championship, consolidou sua posição como um dos maiores de todos os tempos. Seus duelos épicos com outros gigantes do esporte, como Arnold Palmer e Gary Player (bicampeão do torneio), cativaram o público e elevaram o nível da competição.

A década de 1990 trouxe a explosão de talento de Tiger Woods. Em 1999, aos 23 anos, ele se tornou o quinto campeão mais jovem da história do torneio, iniciando uma sequência de quatro vitórias (1999, 2000, 2006, 2007) que o colocaram ao lado dos maiores nomes do golfe neste Major. A intensidade e o domínio de Woods nessa época eram palpáveis, e suas performances no PGA Championship frequentemente entravam para a história. Outros momentos memoráveis incluem a improvável vitória de John Daly em 1991, entrando como nono alternate e conquistando o título com um estilo de jogo "grip it and rip it" que o tornou um fenômeno instantâneo. Ou a dramática vitória de Bob Tway em 1986, embocando uma tacada de bunker no último buraco para derrotar Greg Norman.

O Século XXI e a Continuidade da Grandeza (2001-Atual): Uma Nova Guarda e Surpresas

O novo milênio testemunhou a continuidade da grandeza e a emergência de uma nova geração de talentos. Phil Mickelson, com suas duas vitórias emocionantes, incluindo a histórica conquista em 2021 aos 50 anos, tornando-se o campeão de Major mais velho da história, mostrou que a paixão e a habilidade não têm idade. Rory McIlroy também deixou sua marca, com duas vitórias, incluindo o triunfo dramático em 2014 em Valhalla, jogando sob a luz bruxuleante do final do dia. Brooks Koepka, com suas três conquistas recentes (2018, 2019, 2023), demonstrou uma capacidade impressionante de performar sob a pressão dos grandes campeonatos.

O PGA Championship continua a nos presentear com histórias emocionantes e campeões inesperados. A cada ano, um novo capítulo é escrito, mantendo viva a tradição de um torneio que evoluiu ao longo de mais de um século, mas que sempre manteve sua essência competitiva e seu prestígio inabalável. Portanto, da era do match play aos duelos de stroke play do século XXI, o PGA Championship permanece como um farol de excelência no mundo do golfe, um palco onde lendas são forjadas e momentos inesquecíveis são gravados na memória dos amantes deste esporte. E a história, meus amigos, continua a ser escrita a cada tacada.

O último Major que lhe faltava

Em meio À luz reluzente do sol baixo de um lindo final de tarde de domingo, Rory McIlroy distribiu abraços emocionados enquanto faz o caminho da vitória no Ausgusta National Golf Club. A torcida que aplaude forma um corredor onde o norte irlandês percorre o trajeto que apenas seis jogadores alcançaram em toda a história do golfe. E sua história começou já faz muito tempo, em 2011, quando McIlroy foi campeão do US open de golfe, seu primeiro Major. Depois disso ele despontou como o futuro promissor, o novo Tiger Woods, a grande promessa do esporte que faturava também o PGA em 2012, o The Open em 2014 e novamente o PGA naquele ano. Mas tudo meio que acabou ali, acabaram os Majors para ele, e ficou faltando o mais emblemático de todos eles.

Dez anos sem ganhar nenhum torneio Major é muito tempo para um jogador de alto nível como Rory McIlroy. É por isso que ele começa fulminante na primeira rodada do Masters de Augusta, o último dos grandes que ele ainda não triunfou em sua carreira. O problema é que McIlroy já sucumbiu outras vezes e o drama volta nos buracos finais. Ele tinha uma grande vantagem, mas termina apenas com o par do campo, enquanto isso o vice campeão de 2015 e 2017 Justin Rose dispara na liderança com sete abaixo do par e, obviamente, sete tacadas de diferença para Rory McIlroy. Só que McIlroy entrou certo de que esse ano ele não poderia deixar escapar, e assim choca o mundo do golfe com duas voltas seguidas com seis tacadas abaixo do par, entrando na volta final com inacreditáveis 12 abaixo do par enquanto Justin Rose tinha apenas cinco, e sua maior ameaça parecia ser Bryson DeChambeau com dez abaixo do par.

Dez anos sem ganhar um Major. Isso pesa na mente de qualquer um. Assim Rory McIlroy entra em colapso novamente e não consegue jogar bem a última volta como havia jogado as duas anteriores. Nunca nates um jogador com múltiplos bogeys duplos havia sido campeão. McIlroy termina o dia com uma tacada acima do par, pior do que o seu primeiro dia. DeChambeau estava pior ainda, terminando com sete abaixo, mas vejam quem ressurge das cinzas, ele mesmo, Justin Rose termina o dia com 66 tacadas e empata na liderança com Rory McIlroy, ambos com onze abaixo. Dez anos é muito tempo e ele não poderia deixar escapar desse vez.

A lenda Jack Nicklaus, campeão de 18 títulos de Major. O gigante e por tantos anos melhor de todos Tiger Woods, vencedor de 15 Majors que sempre foi apontado como o único que poderia superar Nicklaus finalmente. Ben Hogan, Gary Player e Gene Sarazen também estão nessa lista, uma lista restrita apenas com nomes de jogadores que fecharam o Grand Slam do golfe, os únicos que conseguiram faturar os quatro grandes torneios de golfe, os quatro Majors. Dez anos sem ganhar títulos de Major, e no 11º ele tinha que vir mesmo com seus famosos colapsos na primeira e última voltas. Apenas uma tacada, no primeiro buraco de desempate, McIlroy acerta em três enqaunto Rose precisa de quatro. O peletó verde finalmente é dele, Rory McIlroy enfim é campeão do Masters de Augusta de Golfe.

O Masters de Augusta de Golfe

O torneio de golfe Masters de Augusta começa no próximo dia 10 de abril e vai até o dia 13. É uma competição que reúne tradição e Excelência no Coração do Golfe. O Masters de Augusta, realizado anualmente no Augusta National Golf Club, na Geórgia, Estados Unidos, é um dos quatro principais campeonatos de golfe profissional do mundo, conhecido como "Majors". Sua história rica em tradições, lendas e momentos marcantes o tornam um evento único e inesquecível.

A história do Masters remonta à década de 1930, quando o lendário golfista Bobby Jones, após conquistar o Grand Slam em 1930, adquiriu um antigo viveiro de plantas em Augusta com o banqueiro Clifford Roberts. Juntos, eles idealizaram um campo de golfe que se tornaria um marco no esporte. O Augusta National Golf Club foi inaugurado em 1933, e o primeiro torneio Masters foi realizado em 1934. Desde então, o campo se tornou palco de momentos históricos e emocionantes, com buracos desafiadores e paisagens exuberantes que testam a habilidade e a precisão dos melhores golfistas do mundo.

Tradições e Momentos Marcantes

O Masters é conhecido por suas tradições únicas, que o diferenciam de outros torneios de golfe. Uma delas é a famosa "Jaqueta Verde", concedida ao campeão, que se torna membro honorário do Augusta National. Outra tradição é o "Jantar dos Campeões", realizado na terça-feira da semana do torneio, onde os vencedores anteriores se reúnem para celebrar a história do Masters.

Ao longo dos anos, o Masters presenciou momentos inesquecíveis, como:

- A vitória emocionante de Tiger Woods em 2019, após um jejum de 14 anos em Majors;
- O domínio de Jack Nicklaus, o maior campeão do Masters com seis títulos;
- A rivalidade épica entre Nicklaus, Arnold Palmer e Gary Player, conhecidos como "Os Três Grandes";
- O recorde de 72 buracos de Dustin Johnson em 2020, com 20 abaixo do par.

Um Legado de Excelência

O Masters de Augusta é mais do que um torneio de golfe; é uma celebração da tradição, da excelência e da paixão pelo esporte. A cada ano, o Augusta National se transforma em um palco de sonhos, onde lendas são criadas e histórias são escritas.

O dia de glória de Phil Mickelson

O jogador de golfe Phil Mickelson admitiu nesta segunda-feira seu vício em apostas esportivas. Nesta temporada da NFL ele disse que não fará nenhuma aposta, pois isto está afastando ele de sua vida, sua família e seus amigos. O dinheiro nunca foi problema para ele, mesmo que suas perdas cheguem a cerca de US$ 100 milhões de dólares, mas assim como qualquer outro vício os prejuízos vão além do financeiro e são também enormes. Mas a história desse jogador veterano de 53 anos é muito maior do que este deslize, como foi em 2004 quando o mundo do golfe fervilhava de entusiasmo com o desenrolar do prestigiado Masters de Augusta, realizado todos os anos no Augusta National Golf Club. Phil Mickelson, que era carinhosamente conhecido como “Lefty” por seu swing com a mão esquerda, sempre foi uma das figuras mais talentosas e queridas do esporte, mas carregava na época o peso do potencial não realizado.

Mickelson ganhou a reputação de ser um dos melhores jogadores de golfe que nunca havia ganhado um campeonato importante. Ele chegou tentadoramente perto em várias ocasiões, terminando como vice-campeão em vários campeonatos. No entanto, à medida que se aproximava a rodada final do Masters de 2004, muitos se perguntavam se este seria finalmente seu momento de glória. Ao longo do torneio, Mickelson demonstrou um nível de habilidade e confiança inegável. Na última volta ele estava empatado na liderança com Ernie Els e teve a chance de vencer o Masters com um birdie no buraco final.

A tacada inicial de Mickelson encontrou o fairway e, com a respiração suspensa, a torcida observou enquanto ele fazia sua tacada de aproximação. Ele enfrentou um chute desafiador de 207 metros de distância, sobre a água, até a bandeira precariamente colocado no lado direito do green. Foi um momento que exigiu precisão e coragem. Com determinação inabalável, Mickelson acertou a bola de forma limpa. A bola voou pelo céu da Geórgia, ultrapassou o obstáculo de água e pousou suavemente no gramado, a poucos metros do buraco. A multidão explodiu em aplausos estrondosos quando a bola de golfe de Mickelson o colocava perto da taça, preparando um birdie para a vitória.

Mickelson avançou para a tacada, leu calmamente a linha e, com um golpe confiante, observou a bola desaparecer no buraco. O rugido dos fãs em Augusta ecoou pelos pinheiros da Geórgia quando Lefty finalmente realizou seu sonho de vencer um campeonato importante. Ele ergueu os braços em triunfo, compartilhando o momento emocionante com seu caddie, amigos e família. A vitória no Masters de 2004 não só garantiu o lugar de Mickelson na história do golfe, mas também o tornou querido por fãs de todo o mundo. Foi uma história comovente de perseverança, habilidade e alegria de triunfar sobre a adversidade. A tão esperada vitória de Phil Mickelson no campeonato principal no Augusta National foi um momento de pura magia do golfe, que provavelmente deus a apostadores um bom dinheiro, apesar das apostas poderem se tornarem um vício como se tornaram ao próprio Mickelson.

Campeões de 2021: Phil Mickelson

Era o último buraco do dia. Phil Mickelson tinha duas tacadas de vantagem e liderava o PGA Championship com certa folga. Ele caminha pelo fairway em busca de uma consagração que não vinha desde 2013. Neste momento os torcedores não conseguem conter a emoção e aos poucos vão entrando dentro do campo. A multidão vem de uma vez só e não tem pandemia, distanciamento social e nem mesmo diversos seguranças que podem conter os entusiasmados torcedores. Eles só param quando Mickelson para, afinal o golfista ameriano ainda precisa dar a sua tacada para chegar no green. Quando acerta o golpe preciso os torcedores gritam mais uma vez. Em seguida ele para novamente e respira fundo, espera o adversário dar sua tacada para seguir em frente novamente, e com ele vem os torcedores incontidos.

São tantas pessoas que ele se perde no meio delas. Lá está também Brooks Koepka, que só consegue chegar alguns minutos depois. Precisando de três tacadas para ser campeão, ele resolve em duas e consegue mais um major aos 50 anos de idade. Depois de Julius Boros, que foi campeão do mesmo PGA Championship aos 48 anos de idade em 1968, Phil Mickelson se tornou o jogador de golfe mais velho da história a ser campeão de um dos quatro torneios de golfe mais importantes do mundo. O jogador que faturou seu primeiro título em 1991 e que demorou alguns anos até se tornar uma jogador prestigiado e ganhar seu primeiro título grande, quando já tinha 33 anos de idade.

Phil Mickelson confirmou com esse título do PGA Championship uma tendência de atletas mais velhos alcançando grandes glórias. Recentemente vimos Tom Brady ganhando o Super Bolw no futebol americano da NFL aos 43 anos. Tiger Woods ganhando major com mais de 40 anos. Serena Williams e Roger Federer no tênis com quase 40 anos e não dando sinais de aposentadorias. E nas palavras do próprio Phil Mickelson - “Espero que isso inspire alguns a apenas colocar aquele pequeno trabalho extra, porque não há razão para que você não consiga atingir seus objetivos em uma idade mais velha”, que segundo ele mesmo também disse “Só dá um pouco mais de trabalho.”

Campeões 2021: Hideki Matsuyama

O Masters de Augusta tinha bastante público, apesar da pandemia de COVID-19. Nos Estados Unidos a média móvel de mortes, que já foi superior a 3 mil por dia, está abaixo de mil atualmente. Talvez por isso, e também porque são o país que mais vacina, vemos tantas pessoas aglomeradas e sem máscaras nesse evento. Aliás os eventos esportivos por lá andam a todo o vapor, com a maioria deles liberadas para o público, tanto parcial como total em alguns casos. O que não vemos, no entanto, é Tiger Woods em Augusta pois ele sofreu um grave acidente de carro e ainda está se recuperando da cirurgia por múltiplas lesões. Difícil prever, mas talvez nunca mais vejamos Woods jogando novamente, ou nunca mais jogado como jogava. Só o tempo dirá.

Mas uma coisa interessante pode ser vista logo no primeiro dia. Justin Rose, que venceu o US Open em 2013, consegue bater 65 e termina o dia com 7 abaixo do par. Muito longe, empatados em segundo, estão Brian Harman e Hideki Matsuyama, com apenas 3 tacadas abaixo do par. Parece até que acabou o campeonato, mas Rose sucumbiu nos dias seguintes e nunca mais conseguiu ficar abaixo do par do campo. Enquanto isso outros jogadores avançaram como Will Zalatoris e Jordan Spieth, mas o grande avanço mesmo veio no sábado, com o japonês Hideki Matsuyama fazendo o que Rose fez no primeiro dia, bateu 65 e avançou para a liderança com 11 abaixo do par.

O domingo chega e perna treme. Matsuyama até conseguiu os birdie's que precisava para se manter em primeiro, chegando a ter 13 abaixo do par, mas nos últimos buracos viu uma sequência terrível de bogey's e parecia ameaçado. Zalatoris se aproximava para tentar empatar, mas não teve forças suficientes. Hideki Matsuyama termina com um bogey no 18, mas ainda assim é campeão com 10 abaixo do par. E o Masters de Augusta que não viu Tiger Woods jogando, não viu o cara que assombrou no primeiro dia manter a força, acabou vendo um japonês vencendo por lá pela primeira vez na história.