Era o ano de 1991 e o Pittsburgh Penguins chegava pela primeira vez em uma decisão da NHL. A chance de brigar pelo título da Stanley Cup em um esporte tão canadense. Uma equipe americana não chegava na decisão desde 1983. E desde 1981 a grande decisão do hóquei no gelo não via dois times dos Estados Unidos brigando por um dos maiores e mais antigos troféus do planeta. A equipe de Pittsburgh perdia a série por 2 a 1, mas conseguiu três vitórias consecutivas. A estrela de Mario Lemieux brilhou mais forte e o título veio fora de casa, onde mesmo sem o gelo do pólo sul, encontraram o seu lar e promoveram um verdadeiro massacre no jogo seis, com uma vitória por 8 a 0.
Chegar em uma decisão de Stanley Cup já algo para ficar na história. Estar duas vezes consecutivas na briga pelo título então é para se orgulhar eternamente. Principalmente quando antes do ano anterior isso jamais havia ocorrido antes em todos os tempos. Mas quando se vê do outro lado uma equipe como o Chicago Blackhawks, que não chegava na final desde 1973, então fica difícil prever qualquer coisa. Exceto claro para uma equipe que tem Mario Lemieux. Os Penguins deslizam em uma superfície gelada e passeiam na grande decisão. Quatro jogos a zero, mais uma vitória fora de casa, naquela que fora a última decisão no Chicago Stadium, que fechou suas portas em 1994.
Tudo que é bom dura pouco. A boa fase acabou e o Pittsburgh Penguins só voltou a uma decisão em 2008 graças a vinda de Sidney Crosby em 2005. Estava dando quase tudo certo na final contra o Detroit Red Wings, mas quando chegou o jogo seis o placar era de 3 a 2 e o jogo era na Mellon Arena, sua casa, mas não seu lar de conquistas. Primeira derrota em decisões, porém não era o fim das decisões em sequencia. No ano seguinte eles estavam lá novamente, e novamente encontraram a equipe de Detroit. Agora as coisas mudaram um pouco, a vitória em casa empatou a série no jogo seis e a decisão do título ficou para o jogo sete. Fora de casa eles encontram seu lar, alcançam a glória e são campeões mais uma vez.
Só falta agora chegar na decisão em três anos seguidos. Mas também não precisa esperar 16 anos para chegar lá novamente. O Pittsburgh Penguins retorna para glória aos trancos e barracos, com jogadores fazendo sacrifício, com dores, com a estrela de Sidney Crosby brilhando tanto quanto brilhava a de Mario Lemieux. Desta vez o rival é o surpreendente San Jose Sharks, que nunca havia sido campeão e sequer chegado em uma decisão. O Consol Energy Center, sua nova casa desde 2010, continua não trazendo a sorte que lhe falta diante de seus torcedores e eles perdem o jogo seis. Não tem problema nenhum, o lar é encontrado quando fora eles tem jogado. Direto para o SAP Center, para uma vitória de 3 a 1, para mais uma consagração e para soltar mais um grito de campeão. O Pittsburgh Penguins é quatro vezes campeão fora de casa, seja lá onde for que encontrem o seu verdadeiro lar.
Depois de encantar aventureiros e ser muito usada em propagandas, câmera portátil e de alta definição GoPro fechou contrato com a Liga Americana de Hóquei no Gelo (NHL) e com sua associação de jogadores (NHLPA) para ser usada nas transmissões das partidas da competição. As câmeras de ação serão usadas para aproximar os fãs dos jogadores, capturando imagens de ângulos exclusivos.
O primeiro evento com a parceria aconteceu no dia 25 de janeiro, em Ohio, na transmissão do esperado jogo das estrelas. Nesta partida, os maiores astros da Liga são convocados para uma exibição especial. A GoPro também fechou uma nova parceria para transmissão de eventos utilizando em tempo real suas câmeras de ação, desta vez com a Vislink.
A tecnologia das câmeras funciona através de Wi-fi e de um serviço chamado “Professional Broadcast Solution”, ambos criados a partir da parceria, uma inovação para a Liga e para a marca, que antes transmitia ao vivo apenas com a utilização de fios.
Se por algum acaso você nunca viu o filme "Curtindo a vida adoidado" (Ferris Bueller's Day Off) de 1986, recomendo que o faça com urgência. Se trata de um grande clássico dos anos 80, da sessão da tarde e certamente da infância ou juventude de muitos daqueles que hoje estão entre os 30 e 40 anos. Acredito que talvez hoje o impacto não seja o mesmo de assistir na época em que foi lançado, principalmente depois de ver Matthew Broderick brigando com o Godzilla, Alan Ruck fazendo figuração em um ônibus que vai explodir ou Mia Sara sem aquele beleza toda que encantava, mas mesmo assim ainda deve valer à pena. Principalmente se soubermos a verdadeira história por trás da camisa vermelha que era usada por Cameron Frye.
Para quem não conseguiu reparar, era uma camisa de hóquei no gelo. Robin Scherbatsky iria adorar essa história. Porém, apesar da história se passar na cidade de Chicago, a camisa não é do Chicago Blackhawks e sim do Detroit Red Wings. Como assim? E atrás, além de um grande número 9, está escrito também, em letras não muito menores, Howe. E quem seria esse tal Howe do Red Wings? Ninguém menos do que Gordie Howe, um dos maiores jogadores do time e também de toda a história da NHL. Quase 2000 jogos e mais de 2000 gols! O cara conseguiu a façanha de se aposentar duas vezes, sendo que na segunda vez, em 1980, ele tinha nada a menos do que 52 anos de idade.
E por que Cameron Frye usava em Chicago uma camisa do Detroit Red Wings, de um jogador que na época já havia se aposentado? Uma das explicações é que o diretor do filme, o gênio desse tipo de filme John Hughes, nasceu em Michigan, estado cuja maior cidade é Detroit, que por sua vez não fica muito longe de sua cidade natal Lansing. Ele nasceu em 1950 e Howe começou a jogar em 1946, provavelmente era o seu fã nos anos de 1960 e 1970. Além disso, durante uma entrevista para a Sports Illustrated, Gordie Howe afirmou que enviou a tal camisa vermelha do Red Wings para Hughes, para que ela pudesse ser usada no filme. A única dúvida, no entanto, se da por conta de que a camisa não era totalmente perfeita para ser verdade.
Não que se duvide da palavra de Howe, mas talvez nem ele tenha mais uma camisa como a de Cameron Frye. A camisa é completamente diferente de qualquer camisa que o Detroit Red Wings já viu em toda a sua história desde 1926. Começando pelo logo da equipe que está um pouco acima do lugar de costume, sem falar que está cerca de 60º inclinado para baixo, ou seja, as asas não são em linha reta e sim em diagonal. A roda também não é perfeita, faltam algumas listas vermelhas. A gola da camisa oficial sempre foi vermelha, mesmo nas camisas vermelhas. A faixa branca não é tão alta e quase sempre está no final da camisa. Sem falar que Howe jamais usou uma camisa com seu nome nela, os nomes só começaram a ser usados em 1977 e Howe saiu do Detroit em 1971.
Uma camisa verdadeira e raríssima enviada pelo próprio jogador ou uma simples falsificação comprada logo ali na esquina da Wyoming com a Plymouth? Não importa, o que importa é que na grande Chicago, em um dia de sol com direito a idas em museus e restaurante caros, Cameron ignorou a excelente campanha que o Chicago Black Hawks fizera naquela ano na temporada regular e foi, descaradamente, ao Wrigley Field, assistir a um jogo de beisebol do Chicago Cubs vestindo a camisa do Detroit Red Wings. Sorte dele e de Ferris terem saído vivos de lá. A Ferrari acabou toda destruída e até hoje não sabemos o que aconteceu com Cameron e seu pai, mas agora pelo menos sabemos um pouco mais sobre a camisa vermelha de Cameron Frye em "Curtindo a vida adoidado".