Os maiores nomes de Milano-Cortina 2026

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Os Jogos de Inverno de Milano Cortina 2026 foram históricos, marcados por recordes de longevidade quebrados e o surgimento de novos fenômenos. A edição consolidou a Noruega como a maior potência invernal, mas também trouxe feitos inéditos para países sem tradição, como o Brasil.

Aqui estão os maiores nomes e equipes que definiram as Olimpíadas de 2026:

O primeir e grande nome é Johannes Høsflot Klæbo, ele não apenas competiu em Milano Cortina 2026; ele essencialmente transformou os Alpes italianos em seu quintal particular de glórias. Ao realizar o feito inédito de "6 de 6" — conquistando o ouro em absolutamente todas as provas de esqui cross-country que disputou — Klæbo conseguiu quebrar recordes e redefinir os limites da resistência humana. Com um total acumulado de 11 medalhas de ouro olímpicas, ele ultrapassou lendas como Bjørn Dæhlie e Ole Einar Bjørndalen para se tornar, isoladamente, o maior atleta de esportes de inverno de todos os tempos, ficando atrás apenas de Michael Phelps se incluir as Olimpíadas de Verão. Assistir à sua explosão no "sprint" final foi presenciar a história em movimento, consolidando uma hegemonia que dificilmente será contestada nas próximas décadas.

Outro destaque é Lucas Pinheiro Braathen que escreveu o capítulo mais glorioso da história dos esportes de inverno brasileiros e sul-americanos ao conquistar a medalha de ouro no esqui alpino em Milano Cortina 2026. Após uma decisão corajosa de deixar de representar a Noruega — a maior potência mundial da modalidade — para abraçar suas raízes e as cores do Brasil, Pinheiro provou que o talento e a ousadia vão além das fronteiras tradicionais da neve. Sua vitória no Slalom foi um triunfo técnico e um marco histórico sem precedentes: ele tornou-se o primeiro atleta a levar o hino brasileiro e o pavilhão da América do Sul ao topo do pódio olímpico de inverno. Com um carisma arrebatador e uma técnica refinada, Lucas uniu a precisão escandinava à alegria brasileira, consolidando-se como um ícone global que quebrou paradigmas e provou que o Brasil também pode figurar entre as potências do gelo.

Franjo von Allmen foi uma grande revelação do esqui alpino em Milano Cortina 2026, consolidando-se como o novo fenômeno das pistas ao conquistar três medalhas de ouro em uma única edição. O jovem suíço de 24 anos dominou as provas de velocidade, vencendo o Downhill, o Super-G e a inédita prova de Combinado por Equipes (ao lado de Tanguy Nef). Ele se tornou o primeiro esquiador alpino masculino a conquistar três ouros em uma mesma Olimpíada desde o lendário Jean-Claude Killy em 1968 (há quase 60 anos). Von Allmen foi o primeiro suíço a vencer o ouro olímpico no Super-G e o único atleta de seu país a conquistar três títulos em uma única edição de Jogos de Inverno. Ele superou seu compatriota e atual número 1 do mundo, Marco Odermatt, que era o grande favorito, mostrando uma frieza impressionante na pista Stelvio de Bormio.

Vale destacar também Jordan Stolz que se consolidou como o maior fenômeno da patinação de velocidade dos Estados Unidos em décadas ao brilhar intensamente nos Jogos de Milano Cortina 2026. Com apenas 21 anos, o jovem prodígio conquistou duas medalhas de ouro (500m e 1000m) e uma de prata (1500m), tornando-se o atleta norte-americano mais condecorado desta edição. Seus feitos foram históricos: ao vencer os 500m e os 1000m na mesma Olimpíada, Stolz repetiu uma façanha que nenhum patinador masculino alcançava desde o lendário Eric Heiden em 1980. Além disso, ele estabeleceu novos recordes olímpicos em ambas as provas, quebrando barreiras de tempo que duravam anos. Embora tenha sido superado por pouco nos 1500m, sua performance dominante reafirmou seu status de estrela global, encerrando um jejum de 16 anos sem ouros individuais para os EUA na modalidade e deixando claro que ele é o nome a ser batido nos próximos ciclos olímpicos.

Para as anfitriões o grande destaque são As "Rainhas da Itália", Federica Brignone e Francesca Lollobrigida, que personificaram o espírito de superação e domínio técnico que levou o país sede ao seu recorde histórico de medalhas em Milano Cortina 2026. Brignone, aos 35 anos, protagonizou um dos retornos mais emocionantes do esporte ao conquistar dois ouros (Super-G e Slalom Gigante) menos de um ano após uma lesão devastadora que ameaçou sua carreira, consolidando-se como a maior esquiadora italiana de todos os tempos. Enquanto Brignone brilhava nas montanhas de Cortina, Lollobrigida dominava o gelo de Milão, tornando-se a primeira medalhista de ouro da Itália nestes Jogos ao vencer os 3.000m com recorde olímpico, feito que repetiu nos 5.000m para selar uma "dobradinha dourada" histórica. Juntas, as duas atletas conseguiram elevara o patamar técnico da delegação italiana e tornaram-se os rostos de uma geração feminina que carregou o orgulho nacional, provando que, seja na neve ou no gelo, a Itália jogou em casa com uma autoridade sem precedentes.


Por fim a seleção masculina de hóquei no gelo dos Estados Unidos protagonizou o ressurgimento de uma lenda ao conquistar a medalha de ouro em Milano Cortina 2026, encerrando um doloroso jejum de 46 anos sem o título olímpico. Exatamente no aniversário do icônico "Milagre no Gelo" de 1980, o time americano derrotou o rival Canadá por 2 a 1 em uma final épica decidida na prorrogação, com o "gol de ouro" marcado pelo jovem astro Jack Hughes que havia perdido dois dentes durante o jogo. Sob as traves, o goleiro Connor Hellebuyck foi intransponível, realizando 41 defesas e garantindo que os EUA terminassem o torneio invictos com seis vitórias. Esta conquista marcou a primeira vez que uma seleção dos EUA venceu o ouro em uma Olimpíada com a presença de jogadores da NHL, consolidando uma nova geração de talentos que finalmente devolveu ao país o topo do pódio mundial no esporte mais nobre do inverno.

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