Ben Shelton vence uma batalha épica

10:29 Net Esportes 0 Comments

A Nova York do tênis viveu uma de suas madrugadas mais frenéticas e históricas no Estádio Arthur Ashe dos últimos anos. Em uma batalha eletrizante válida pelas quartas de final do US Open, Ben Shelton alcançou o ápice de sua carreira ao superar Carlos Alcaraz por 3 sets a 2, com parciais de 6-7 (5), 6-1, 6-3, 1-6 e 7-6 (7), em longas 4 horas e 28 minutos de puro espetáculo. O duelo que serviu para derrubar o espanhol número 3 do mundo, cravou também o nome de Shelton nos livros de estatísticas como o jogo com o encerramento mais tardio de toda a história do torneio, com a bola do jogo caindo às 3h33 da manhã na Flushing Meadows. O recorde anterior, ironicamente, pertencia ao próprio Alcaraz no marcante triunfo contra Jannik Sinner nas quartas de 2022, finalizado às 2h50.
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Para além das luzes e do horário inusitado, o embate acumulou curiosidades numéricas marcantes. Shelton quebrou um tabu incômodo de 17 derrotas consecutivas contra atletas do top 3 do ranking da ATP e conquistou sua primeira vitória contra o rival espanhol após três reveses prévios no circuito. A chave para o feito residiu no controle emocional nos momentos críticos e na precisão nos golpes: o jovem norte-americano disparou saques de até 240 km/h, anotou 34 winners e cometeu apenas 34 erros não forçados, enquanto Alcaraz pagou o preço por uma noite oscilante com 53 erros não forçados. No tie-break decisivo do quinto set, Shelton chegou a ver a desvantagem de 5 a 3 se desenhar, mas com a casa lotada a seu favor, engatou uma virada de almanaque ganhando quatro dos últimos cinco pontos. Nas entrevistas em quadra, o próprio jogador desabafou que a partida foi uma verdadeira guerra, ressaltando a maturidade mental de saber sofrer e atacar nos momentos exatos.
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Essa vitória incendeia as chances do título masculino e escancara o retorno vibrante do tênis norte-americano ao protagonismo. Com o triunfo, Shelton avança para enfrentar Frances Tiafoe em uma semifinal 100% caseira, garantindo de forma antecipada pelo menos um representante dos Estados Unidos na grande final do Grand Slam nova-iorquino. O momento do tênis local ganha contornos de era de ouro renovada, impulsionado também pelo ótimo desempenho do chaveamento feminino com nomes consolidados no topo como Coco Gauff e Jessica Pegula avançando às fases decisivas. Em um chaveamento masculino esvaziado pelo abandono precoce e ausência de Jannik Sinner, o US Open caminha a passos largos para coroar um campeão inédito em Grand Slams. A eletricidade no ar carrega um peso histórico particular: Nova York anseia desesperadamente por ver um campeão da casa erguer o troféu no Arthur Ashe, algo que não acontece no masculino desde o distante ano de 2003, quando Andy Roddick conquistou a América e abriu um longo jejum que Shelton ou Tiafoe tentará quebrar no fim de semana.

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