World Series da MLB: Alex Cora

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Quando uma equipe faz o que fez o Boston Red Sox na temporada do beisebol americano, fica muito difícil destacar apenas um responsável por tudo. Steve Pearce foi o MVP da série final onde o time derrotou o Los Angeles Dodgers em cinco jogos que poderiam ter sido quatro, e que no fundo soaram como se tivessem sido seis. Mas isso não tira a importância de outros grandes nomes como Mookie Betts e JD Martinez, que só fizeram home runs no último jogo da final, mas que na temporada regular jogaram incrivelmente. Não esquecendo claro de Jackie Bradley Jr., Xander Bogaerts, Eduardo Núñez e claro os fenomenais arremessadores David Price, Rick Porcello, Chris Sale e Nathan Eovaldi. Todo mundo foi fantástico e teve seu momento, fosse na fase de classificação, nos playoffs ou na própria World Series, mas por trás de todos eles estava aquele que comandou cada um e que talvez tenha feito a maior diferença de todas, o técnico Alex Cora.

Ele chegou neste ano, mas é um velho conhecido de todos em Boston. Na campanha do título de 2007 ele fazia parte do elenco do Boston Red Sox, onde estava desde 2005. Ficou até 2008 e foi para o New York Mets, depois Texas Rangers e encerrou a carreira no Washington Nationals em 2011. Cora poderia ter se dado como satisfeito, mas algumas pessoas estão sempre dispostas a ir um pouco mais além, e era esse mais além acabou vindo rápido, talvez até mais depressa do que ele mesmo esperava. No ano passado fez sua estréia como assistente técnico do Houston Astros. O resultado da parceria com Dave Roberts foi nada a menos do que o título de campeão da World Series. Começar por cima então levou Alex Cora de volta para aquela que talvez tenha sido a casa de onde nunca deveria ter saído, o único time onde havia sido campeão como jogador, o time onde precisava ser campeão como técnico também.

Em Boston ele já é conhecido, então em Boston ele não precisa subir os degraus como teria que fazer em Houston. Em Boston ele já chega por cima, é o técnico principal, é o manager, como se diz por lá. Ele está no comando do Red Sox, recheado de estrelas, em sua maioria que já estavam lá, mas que por algum motivo pareciam não saber o que fazer para ir um pouco mais além, para chegar ao topo, tal como fizeram em 2013, 2007 e 2004, tal como faziam com tanta facilidade no início do século passado, bem antes que a "Maldição do Bambino" pudesse se fazer presente. Os 86 anos de jejum já acabaram faz tempo, e com absoluta certeza não tem mais data para voltar. O Boston Red Sox agora tem Alex Cora para subir a árdua montanha íngreme outra vez, e desta vez de uma forma tão dominante, com um técnico estreante e de um jeito brilhante.

Cora é o destaque porque conseguiu destacar ao máximo o seu time logo em seu primeiro ano. O Boston Red Sox quebrou recordes atrás de recordes. O time alcançou 100 vitórias na temporada, algo que não acontecia desde 1946. A equipe alcançou a incrível marca de 108 vitórias, superando as 105 da temporada de 1912. Desde o Seattle Mariners em 2001 um time não vencia tantas vezes na temporada regular. O Boston Red Sox atropelou o rival New York Yankees, não deu chances ao atual campeão Houston Astros, de quem Cora não sente saudades, e na final interrompeu o sonho do Los Angeles Dodgers que havia sucumbido na World Series do ano passado também. Foram cinco jogos para determinar o campeão que poderiam ter sido quatro, afinal o jogo três estava nas mãos, mas o Dodgers empatou e levou para as entradas extras. No total acabaram sendo 18 entradas em um jogo, o dobro do normal em mais de sete horas de uma batalha que valeu apenas pelo sussurro de honra do adversário, pois nos dois jogos seguintes o Red Sox estava novamente pronto para massacrar como massacrou a temporada toda.

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